sábado, 1 de julho de 2017

Via da Estrela - Dia 4

Valhelhas - Viseu
Distância percorrida: 91,2 km


Comecei o dia onde tinha terminado no dia anterior, ou seja à entrada de Valhelhas. Segui a sinalização pelo interior da aldeia e parei para tomar o pequeno-almoço num café local. Depois segui por uma estrada de terra a meia encosta do lado esquerdo da N18-1 até chegar a Famalicão da Serra.

Famalicão da Serra
Aqui decidi abandonar a sinalização (que me levaria até à Guarda) e seguir serra acima usando o meu track até ao próximo waypoint: Quinta da Taberna. Foi uma subida dura aos ss até aos 1000m de altitude.

Quinta da Taberna
Desconhecia esta parte oriental da serra da Estrela e foi com surpresa que descobri esta pequena aldeia tão isolada num vale da Estrela. Perto desta aldeia cruzei o rio Mondego que aqui tem uma praia fluvial e parque de merendas. Continuei seguindo por zonas de floresta e trilhos em bom estado para circulação de BTT.


Videmonte foi a próxima localidade por onde passei. Antes de começar a descer para Linhares da Beira alcançaria a altitude máxima de 1240m. Deste miradouro alcançava-se uma vista para toda a zona a norte da serra da Estrela. A descida era a pique e precisei de parar para arrefecer os discos de travão.

Linhares da Beira
Em Linhares encontro sinalização da GR-22 Aldeias Históricas e sigo pela calçada romana que era comum ao track que levava.

Calçada romana em Linhares da Beira
Segui por Figueiró da Serra, Vila Cortez da Serra e Ribamondego. A seguir a esta última parei para mudar as pastilhas do travão da frente. Atravessei novamente o rio Mondego. Esta zona já era mais povoada e liguei várias aldeias em sucessão rápida: Gouveia Gare, Abrunhosa-a-Velha e Santiago de Cassurrães. Para chegar a esta última segui por um trilho de montanha (muito técnico), possivelmente usado por pastores.


Nesta aldeia há um ponto de interesse que é a capela de Cervães.

Capela de Cervães
Almeidinha e a cidade de Mangualde foram os próximos locais de passagem. Passei junto à Citânia de Raposeira em Mangualde, mas não me detive para visitar porque tencionava chegar a Viseu ainda neste dia. O restante do dia não teve muito interesse e limitei-me a seguir pelo track que trazia e a unir os waypoints carregados no GPS. Os vestígios de calçada romana nesta zona são praticamente inexistentes ou então é preciso procurá-los bem.


A chegada a Viseu foi por volta das 20H30. Tencionava pernoitar no albergue do Fontelo pelo que não terminei na Sé Catedral de Viseu, o que guardei para o dia seguinte.

Sé de Viseu
O albergue é gerido pelos escuteiros e encontra-se dentro do parque de campismo do Fontelo (desactivado). Por sorte minha encontravam-se em actividade perto do local. Era peregrino único neste dia e segundo percebi não era muito comum Viseu ser término de etapa.
Regressei a casa de autocarro expresso com a bicicleta desmontada e empacotada numa caixa de papelão que adquiri numa superficie comercial de Viseu.
Espero dar continuidade no futuro a esta peregrinação. Caminho do Caramulo e Vale do Vouga e Caminho da Geira Romana são as hipóteses que mais me atraem. Até lá!!!

Album de fotos completo


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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Via da Estrela - Dia 3

Alcafozes - Valhelhas
Distância percorrida: 83,5 km

Saí do parque de campismo de Idanha-a-Nova situado na margem da barragem Marechal Carmona e desloquei-me para Alcafozes, onde tinha terminado no dia anterior. Usei a mesma estrada de asfalto para poupar tempo e distância. O dia adivinhava-se longo e cansativo.
A ida para Idanha-a-Velha foi pela N332 à falta de outra alternativa pelo campo.


Idanha-a-Velha
Como já conhecia esta aldeia histórica não me detive aqui por muito tempo. Depois continuei pela N332 até Medelim e pela N5645 até Bemposta. Sabia de antemão que iria encontrar sinalização do Caminho de Santiago nesta zona e foi o que aconteceu um pouco antes de chegar à aldeia de Bemposta.

Sinalização em Bemposta
O percurso seguiu por dentro das ruas da aldeia com passagem pelo seu pelourinho. Já depois de sair da aldeia foi tempo de avistar a ponte romana, da qual não restam mais que ruínas de um arco.

Ponte romana de Bemposta
Depois desta ponte as flechas amarelas levam-me por estradas rurais de terra batida e calçada com passagem por Pedrógão de São Pedro.

Capela em Pedrógão de São Pedro
Seguia solitário pelas estradas rurais sem ver vivalma (nem agricultores). Cerca das 12H30 chegava a Mata da Rainha, onde deixei de avistar setas amarelas. Presumo que a sinalização termine aqui.


Entre Mata da Rainha e Quinta da Torre tive de abrir alguns portões de rede que se destinam a manter o gado (ovelhas) confinado às propriedades.
Capinha foi a próxima aldeia que se seguiu, onde cheguei pela N346. Nas proximidades de Peraboa tive uma subida íngreme até ao pico do Pereiro (700m). Depois desci até à N345 que me levou até Caria. Aqui, a passagem de peregrinos faz-se sentir. Pelo menos é o que dá a entender a placa à entrada da vila.


Na ida para Belmonte ainda visitei as ruínas romanas da Quinta da Fórnea.

Ruínas romanas da Quinta da Fórnea
Na aproximação a Belmonte deixei a N345 e subi ao castelo pelo interior da vila que é também uma das aldeias históricas. Carimbei a minha credencial de peregrino na Igreja de Santiago, situada nas imediações do castelo.

Igreja de Santiago, Belmonte

A enigmática Centum Cellas foi a próxima atração que visitei, nas proximidades de Colmeal da Torre.

Centum Cellas
Na ida para Valhelhas voltei a encontrar setas amarelas e segui o Caminho de Santiago no concelho da Guarda.


Valhelhas foi o terminus deste dia. Fiquei instalado no parque de campismo do Rossio de Valhelhas, junto à praia fluvial da aldeia. Foi no bar do parque que jantei.